quarta-feira, 9 de abril de 2008

Poema pobre.

um cara como eu
não merece um amor como teu
jovem assim,
eu preciso viver só pra mim
até o egoísmo
me corroer pelos cantos
até eu perder o desencanto
até eu cuspir e
chorar em prantos
até eu entender que a vida
é amar o simples
e isso só virá depois da sua:
partida.

um coração só é feliz
se um outro coração tiver
e num triz pedir perdão
pela ingratidão do descaso
que rasga a pela
e pede o preço pago
da curva amante
dos nossos lábios
tão equivocados
largados num abismo.

eu vejo você em representações
eu te busco, fecho os olhos
alucinações
dores, catastróficas
do meu drama mal criado
mimado drama
jogado na cama
buscando o espaço buscado
iludindo o orgasmo falso
da solitária:

imaginação...

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