quinta-feira, 27 de março de 2008

Olhos nos olhos.

Olhos nos olhos. Alguns palmos de distância mas meu coração no teu. Eu queria ser você agora. Eu queria que não existissemos se não como um só. Aliás, eu gostaria que ninguém além de nós existisse. E me faria feliz nesta outra noite de insônia te ver para acalantar os meus anseios de menino bobo. Eu que perco, entrego a vitória pela façanha de ficar ao lado teu, porque isto me faz sentido e meus desejos são incontroláveis. Os mesmos sentimentos que machucam neste momento, recolhem as certezas e dá gás a euforia de pensar que nossos corpos se combinam, tão quão água e vinho em dias de ressaca e boêmia estravazada. E será neste sofá azul de ilustrações abstratas, que minha pele suará à lembrar da sua, escorrendo as lágrimas que dedicadas a ti surgem tímidas e geladas pela face que você não quer mais ver, que você a poucas horas atrás dispensou ao fechar sua porta com rapidez e firmeza. E é assim, que cálido e obstruído de mim mesmo, eu vou apenas contemplar o destino sem a presença tua, posto que isso não seria comodismo, pois só há vida neste instante, se você se fizer o início de tudo, os mesmos olhos nos olhos.

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