segunda-feira, 17 de março de 2008

Liberdade vigiada.

As grandes corporações continuam sua saga de exploração. Nós, reduzidos a consumidores e mão de obra barata – quando não bala de canhão, ficamos com o resto, que eles, a burguesia, insistem dizer que nos é muito. Na Tv da mídia pornograficamente vendida para os interesses do capital, vemos um espetáculo de “fatos” vindos das mais longínquas “ditaduras” (atrasadas?) dos países vizinhos – tão próximos e tão longe. Tudo banalizado. Nada escapa. Nem esporte com os passes supervalorizados para limpar dinheiro sujo do trafico de drogas escapa. Tudo. A cada troca de professores em nossas universidades surge um ator com a cartilha da reprodução, da teoria da reprodução, ideologicamente traçada para reproduzir, e apenas isto. As escolas já são depósitos de crianças, que se amontoam, aonde aprendem a roubar, mentir e onde são ensinadas a manter tudo como está, pois ninguém lhes motiva a mudar. Uma rede de conformismo que vai da casa à rua, da rua à mente. A cada ocupação dos trabalhadores sem terra o ministro da agricultura arranja um motivo para distribuir dinheiro vivo aos latifundiários, hermanos de las haciendas. A cada mobilização estudantil a privatização dos espaços públicos é empurrada goela abaixo da pobre classe que só quer seus filhos capacitados. Os que desejam apenas sobreviver... esses nem vaga tem. Eu fadado de bestialismos. E o pior, é que a cada investida contra o que me oprime, dez se levantam para dizer que não adianta. Mas o que fazer? O que fazer quando são nossas vidas que estão em jogo? Quando a água que nos mantém vivos está suja e restrita? Quando a renda que deveria ser justa, está com sua maior parte nas mãos de uma pequena minoria? O que fazer quando nações inteiras são subjugadas à interesses petrolíferos, políticos, religiosos e da vaidade? O que fazer quando a violência toma conta a ponto de igualarem polícia, bandidos, políticos e o vizinho ao lado que mata um índio por achar que era bandido ou espanca uma trabalhadora porque achava ser prostituta? É melhor o silêncio? Será que teremos o direito ao silêncio onde nascemos programados para dizer nada?

Nenhum comentário: